sábado, 28 de abril de 2012

DIA 28 DE ABRIL DIA DA EDUCAÇÃO


Ser professor é consumir horas e horas
pensando em cada detalhe daquela aula que,
mesmo ocorrendo todos os dias,
a cada dia é única e original...
Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e,
diante da reação da turma,
transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de
ensinar e aprender...
Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de
quem cultiva uma planta muito rara que necessita de
atenção, amor e cuidado.
Ser professor é ter a capacidade de "sair de cena, sem sair
do espetáculo".
Ser professor é apontar caminhos,
mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés...


(Professorinha)

DIA 28 DE ABRIL, DIA DA EDUCAÇÃO


A teoria sem a prática vira 'verbalismo', assim como a
prática sem teoria, vira ativismo. No entanto, quando
se une a prática com a teoria tem-se a práxis, a ação 
criadora e modificadora da realidade (Paulo Freire).

terça-feira, 24 de abril de 2012

Ensinar é aprender, não é transmitir conhecimentos


Ivone Boechat

 Ensinar é aprender. Ensinar não é transmitir conhecimentos. O educador não tem o vírus da sabedoria. Ele orienta a aprendizagem, ajuda a formular conceitos, a despertar as potencialidades inatas dos indivíduos para que se forme um consenso em torno de verdades e eles próprios encontrem as suas opções. A etimologia revela que o substantivo aprendizagem deriva do latim "apprehendere", que significa apanhar, apropriar, adquirir conhecimento. O verbo aprender deriva de preensão, do latim "prehensio-onis", que designa o ato de segurar, agarrar e apanhar, prender, fazer entrar, apossar-se de. Ensinar: palavra latina insignīre, quer dizer "marcar, distinguir, assinalar". É a mesma origem de "signo", de "significado". A principal meta da educação se processa em torno da auto-realização. Logo, ela propõe a reformulação constante de diretrizes obscuras para alcance dos objetivos, comprometidos com a valorização da vida. A educação carimba a sociedade que deseja ter ! O professor, como agente de comunicação, transformou-se num dos mais pobres recursos e dos mais ricos. Quando se imagina dono da verdade, rei do currículo, imperador do pedaço, mendiga e se frustra. Quando se apresenta cheio de humildade, de compreensão e vontade de aprender, resplandece e brilha! Os estudantes estão abastecidos por uma carga de informações cuja capacidade de assimilação nem comporta. O ser humano tem potência de semi-deus, com emoções de um mortal. O avanço da era espacial em que vive tornou o homem angustiado pela consciência de sua fragilidade para absorver e superar os desafios à sua volta. É mister que se reestruture o conceito de Escola ou se reconheça a sua derrota. Os que nela atuam não podem continuar a caminhar distantes da realidade, em marcha lenta, porque assim, estão concorrendo para o fracasso. Repetindo uma expressão muito antiga, “a Escola não sabe a força que ela tem.” Deve-se abolir, de imediato, a cultura do supérfluo, selecionando conteúdos mais significantes e atuais. Não se pode contribuir para que o desinteresse se instale e, conseqüentemente, esvazie o espaço da aprendizagem permanente. O educador deve se preparar para estar apto perante a onipotência da máquina, e não se assustar com a sua eficiência. Estar sempre atento aos transbordamentos da ciência e não se embrutecer na resposta. De que valem as "reformas" educacionais, se mudanças radicais não ocorrem? Elas passam, os problemas maiores continuam, gerações se substituem e, no universo de perguntas não respondidas, resultados positivos não se operam, muitas vezes. Os enlatados culturais intoxicam como os outros, se transformam em "pacotes culturais" e saem por aí, empacotando a sensibilidade, a criatividade, que tanto contaminam a educação. Um exemplo? Entende-se barulho como música! Poesia como cafonice, família como utopia, Pátria como sucata. Quem ama educa, educar é educar-se a cada dia, sem a pretensão de preparar para a vida. O poder de adivinhar o futuro o educador não o possui. Ele orienta, para que, em situações imprevisíveis, se processem alternativas. Educar não é ensinar, é aprender. 
 Ivone Boechat é Professora em Niterói/RJ

terça-feira, 10 de abril de 2012

Função Docente no século XXI - Tecnologia e Educação
Novas tecnologias, novos modos de ensinar, novos modos de aprender
Pedagogia da Autonomia - Paulo Freire
O papel do professor frente à educação deve ser sempre o de provocar o desejo pela busca das respostas, mas nunca devemos nos impor com conteúdos massantes e complicados, pois além de não serem o próposito de nossas intenções acabam sendo a destruição do sistema de ensino levando ao fracasso dos progressos.(Alessandra Vezani)

 
"Há  homens  que lutam  por  um  dia  e  são  bons, há  outros  que  lutam  por  um  ano  e  são  melhores, há  os  que  lutam  muitos  anos  e  são  muito  bons. Mas  há  os  que  lutam  a  vida  inteira,  e  estes  são  imprescindíveis." (Bertold  Brecht)
"A  Educação  não muda o mundo. A Educação muda as pessoas. As pessoas é que mudam o mundo." (Paulo Freire)  
                                         E criatividade é o que não falta para o ser humano!!!
Rubem Alves- O papel do professor.

                  O  Computador  vai  substituir  o  Professor ?
        O profissional que forma todos os outros profissionais deixaria de existir devido à presença do computador nas atividades escolares? Com certeza, não! A figura do mestre, orientador de caminhos para o aprendizado jamais será substituída por uma máquina. Porém, é inegável que muita coisa deve mudar no modelo de aula mais comum, que todos conhecem tão bem.
        Curiosamente, então, a resposta para o questionamento inicial é sim! “A nossa pior aula, o lado repetitivo, burocrático, e por vezes acomodado da escola, esse vamos deixar para o computador. Ele saberá transformar nossas exposições maçantes em aulas multimídia interativas, em hipertextos fascinantes, em telas coloridas e interfaces amigáveis preparadas para a construção do saber”.(Andréa Cecília Ramal)
        Que bom! Assim, “ficaremos com a melhor parte, aquela para a qual não nos sobrava tempo, porque pensávamos que tínhamos que transmitir conhecimento. Está em nossas mãos a derrubada dos muros para fazer conexões com o mundo, para a criação do espaço para a arte e a poesia, o tempo para o diálogo amigo, o trabalho cooperativo, a discussão coletiva, a partilha de sentido”. (Ramal)
        Vamos, juntos, abrir as janelas da escola para o mundo. “Está em nossas mãos a construção de uma escola mais feliz, feita por mestres e alunos que saibam, juntos, propor links para a sala de aula, onde aprender não seja uma tarefa árdua e penosa, mas sim uma aventura”.(Ramal)
        Não se pode negar, entretanto, a necessidade de mudança, de transformação na forma de aprender e ensinar. É inútil tentar concorrer com a quantidade e qualidade de informações disponíveis na internet. E, tampouco podemos ignorar sua existência. Assim, a figura do professor transmissor de conteúdos e do aluno receptor passivo deverá ceder seu lugar para um aprendizado construído em conjunto. E, nessa aula, todos seremos mestres e aprendizes. Curiosamente, todos aprenderão como nunca. 

           GANHOS  E  PERDAS  COM  O  USO  DA  TECNOLOGIA
       “Pela primeira vez na história, a tecnologia da dominação é mais conhecida pelo ‘dominado’. Em outros termos: até hoje o professor trazia o saber, a norma culta, a escrita ‘correta’ para os não letrados. Hoje, ocorre um paradoxo: aquele a ser educado  é o que melhor domina os instrumentos simbólicos do poder, o aparato de maior prestígio: a tecnologia”(Ramal/2000)
        Até que ponto este paradoxo pode ser considerado bom ou ruim? Não se trata de classificá-lo assim, mas de aproveitar a tecnologia conhecida pelos jovens para aprimorar seu aprendizado. Neste sentido, podemos pensar: “o que vamos perder, quando deixarmos para trás a escrita manual e a leitura do livro impresso, e passarmos para a leitura e a escrita digital?”
        Certamente, haverá ganhos, e não são poucos. Mas quais seriam as perdas? O treino caligráfico é a mais visível das perdas, tendo em vista que o treinamento manual da escrita ficará prejudicado. Também pode ocorrer o fenômeno do plágio (copiar e colar), reduzindo a capacidade de raciocínio e elaboração de textos. Além de outros fatores que podem ser elencados.
        E os ganhos? Sob este aspecto, no processo da leitura e escrita digital há um ganho em dinamismo e praticidade, em relação aos livros tradicionais e à escrita no papel. Já não se torna necessário memorizar tudo o que já foi lido ou se quer transmitir, pois é possível retornar às partes anteriores de forma muito rápida e simples. Quanto à produção textual, há o processo de seleção, reescrita e reelaboração do texto escrito. Já não é necessário refazer todo o texto para aprimorá-lo, mas é possível reeditá-lo, mudá-lo, sem a necessidade de refazê-lo integralmente, “passando tudo a limpo”.
        Assim, ao inserir o uso da tecnologia nas atividades escolares, torna-se imprescindível potencializar os ganhos e minimizar as perdas. Mas como? Um possível caminho pode ser rascunhar ideias no papel, fazer tópicos, expandi-los manualmente, em um projeto de texto, como início da produção textual. O próximo passo é a digitação, a formatação digital, que alia dinamismo na finalização do trabalho, além de permitir a coautoria entre diversos alunos, em um mesmo texto.
        Desta forma, agiliza-se o processo da escrita, evitando operações no suporte do papel. Isso permite maior autoria com menor perda de tempo, potencializando a capacidade de se produzir textos mais elaborados.
        Sendo assim, para minimizar a tensão da inserção das atividades de leitura e escrita no novo suporte digital, o professor do próximo milênio será um “estrategista da aprendizagem”, que entende como o aluno aprende, criando modos de aprendizagem no computador. Pois, nele, a aprendizagem se dá por simulação, tentativa e erro, em que se pode refazer, para aprimorar.
        De acordo com Pierre Lévy, “o professor será um profissional responsável por traçar e sugerir caminhos para a construção do saber”. Essa “nova profissão” exige mudanças: uma visão crítica na seleção de informações e uma sintonia com os novos desafios, com atenção constante aos processos educacionais, tanto quanto aos resultados obtidos.
        Será mais difícil, “mas não formaremos receptores passivos de um conteúdo, e sim pessoas que saibam criar novos saberes, a serviço da humanidade. É hora de deixar a escola de janelas abertas para o mundo”(Andrea Cecília Ramal)